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to stop insult is to stop physical violence

na Caneta de um Emigrante

História verídica contada na primeira pessoa

"Olhar para o lado"

June 11, 2019

Nem sempre quando olhámos para o lado é para ignorar, neste caso até estava bem acompanhado, no quarto da noiva a fazer uma das minhas paixões, rádio com uma grande escritora de poemas Açoriana, Mariense.


No entanto por vezes olhámos para o lado para evitar alguém, não para evitar o confronto, mas sim para evitar aberração de meninas incapazes da responsabilidade e do respeito de serem filhas, quanto mais Mães, fica bem nas redes sociais levar duas horas a maquilhar-se para depois ir atrás ao quintal tirar uma selfie deitada num chão pago por outros e deixar à criatividade e imaginação da humanidade virtual o local ou os locais por onde nunca tiveram se não mesmo no pensamento ou num sonho profundo.


Levantar a mão a um pai mesmo tendo ou não razão é mau, muito mau, mas ter a ousadia, a falta de respeito e o atrevimento de lhe bater na cara pode parecer do pior mas não, o pior mesmo são as palavras após tão covarde acto aplicado ainda por cima num pai debilitado fisicamente pelas razões mais que conhecidas e divulgadas de tal forma que o levou aceitar a imposição de sair da rede Social Facebook.


Foi em véspera do 10 de Junho dia de Portugal de Camões e das Comunidades, foi no dia de mais uma conquista Lusitana, mas não importa o dia, o momento infelizmente aconteceu, a gravação esta lá, por certo que as marcas físicas Irão desaparecer com o tempo mas no meu imaginário penso que já mais se apagam, irá comigo para eternidade.


Perdoar até posso, vergar não sei, esquecer nunca, não olharei para o lado, sempre que me cruzar falo-ei de frente, olhos nos olhos, posso não ter dado tudo, mas dei o que sempre podia, posso não ter sido um bom pai, mas sempre os AMEI, emigrei na procura de melhor vida, mas nunca os abandonei, hoje até lhe serve o facto de ter imigrado à 12 anos, pois se eu cá não estivesse a vida para ela era bem mais dura do outro lado do Atlantico.


Nunca saberei o que é amor de Mãe, mas infelizmente sei o quanto pesa as mãos de uma filha, as marcas dessaparecem, as sequelas ficam e só mesmo o tempo as pode apagar ou uma qualquer demência.


Foto de: Aida Teodoro

Texto de: Paulo Almeida